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       “Mas vós, caríssimos, edificai-vos mutuamente sobre o fundamento da vossa santíssima fé. Orai no Espírito Santo. Conservai-vos no amor de Deus, aguardando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna. Para com uns exercei a vossa misericórdia, repreendendo-os, e salvai-os, arrebatando-os do fogo. Dos demais tende compaixão, repassada de temor, detestando até a túnica manchada pela carne.”[ Jd 2023.] Essa exortação do apóstolo é dirigida a toda a Igreja, e particularmente, a Comunidade Católica de Vida e Aliança Novo Ardor tem como fundamento de sua missão exatamente essa Palavra. Buscar a salvação é muito mais do que apenas evangelizar e interceder pelos homens; exige também um esforço contínuo para levar a Palavra de Deus não apenas aos ouvidos, mas ao coração de todos os homens. “Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso”[ Lc 6,36.]. A misericórdia é a característica de Deus que deve ser mais visível na vida do consagrado, e é exatamente ela que permeia toda a ação da Comunidade; é na misericórdia que o Carisma se fundamenta e se expande até os confins da terra.
        Aqui se evidenciam as cinco dimensões de nosso Carisma, a adoração, a oblação, a evangelização, a educação da fé e a ação social. Orar no Espírito Santo e conservar-se no amor de Deus é a essência da adoração, que só pode realizar-se por impulso do próprio Espírito[ Cf. 1Cor 12, 3.]. Em edificar-se mutuamente sobre a base da fé entende-se a educação da fé, que passa pela evangelização e leva ao conhecimento de Deus pelo conhecimento da sã Doutrina da Igreja Católica. “Recomenda esta doutrina aos irmãos, e serás bom ministro de Jesus Cristo, alimentado com as palavras da fé e da sã doutrina que até agora seguiste com exatidão”[ 1Tm 4,6.]. Por fim, o mistério do Sofrimento Cristão é parte inseparável da busca da salvação dos homens. “Dos demais tende compaixão”[ Jd 23b.], significando, nessa ordem, o caráter e a substância do sofrimento dos consagrados da Comunidade Católica de Vida e Aliança Novo Ardor, que sofrem com Cristo e pedem perdão por todos que O crucificam, que O rejeitam e O desprezam.

       Necessário é dizer também que a definição formal do carisma não se restringe às palavras “Ser no mundo instrumento de RESTAURAÇÃO da obra de Deus deformada pelo pecado espalhando NOVO ARDOR a todos os homens e o homem todo com sadia FORMAÇÃO na doutrina da Igreja”, mas essa “formalização” é uma síntese do que é dito no Evangelho de Lucas. Somos a atualização dessa página do Evangelho:
       “Ora, uma mulher que padecia dum fluxo de sangue havia doze anos, e tinha gastado com médicos todos os seus bens, sem que nenhum a pudesse curar, aproximou-se dele por detrás e tocou-lhe a orla do manto; e no mesmo instante lhe parou o fluxo de sangue. Jesus perguntou: Quem foi que me tocou? Como todos negassem, Pedro e os que com ele estavam disseram: Mestre, a multidão te aperta de todos os lados... Jesus replicou: Alguém me tocou, porque percebi sair de mim uma força. A mulher viu-se descoberta e foi tremendo e prostrou-se aos seus pés; e declarou diante de todo o povo o motivo por que o havia tocado, e como logo ficara curada. Jesus disse-lhe: Minha filha, tua fé te salvou; vai em paz. Enquanto ainda falava, veio alguém e disse ao chefe da sinagoga: Tua filha acaba de morrer; não incomodes mais o Mestre. Mas Jesus o ouviu e disse a Jairo: Não temas; crê somente e ela será salva. Quando Jesus chegou à casa, não deixou ninguém entrar com ele, senão Pedro, Tiago, João com o pai e a mãe da menina. Todos, entretanto, choravam e se lamentavam. Mas Jesus disse: Não choreis; a menina não morreu, mas dorme. Zombavam dele, pois sabiam bem que estava morta. Mas segurando ele a mão dela, disse em alta voz: Menina, levanta-te! Voltou-lhe a vida e ela levantou-se imediatamente. Jesus mandou que lhe dessem de comer. Seus pais ficaram tomados de pasmo; Jesus ordenou-lhes que não contassem a pessoa alguma o que se tinha passado.”[ Lc 8,4056.]
        O Carisma Novo Ardor imprime no Consagrado da Comunidade uma necessidade sempre premente de abandonar-se à Divina Vontade, para que somente Deus aja por meio dele. A característica fundamental do carisma é comparável ao manto de Cristo, que vemos nessa cena do Evangelho, que se torna, pelo contato com o Corpo do Senhor, instrumento de cura para aquela mulher, meio pelo qual a única esperança infalível pode alcançá-la. Aquele manto foi apenas um instrumento, e nele foram impressas características do corpo de Jesus e seu movimento estava condicionado ao movimento do próprio Cristo. Um manto não pode ir aonde quer. E, para ser de fato um manto, deve ser vestido por alguém, e aqui é o Cristo quem o veste. As vestes são também sinais que identificam alguém no meio da multidão, e serviu de sinal para que aquela mulher pudesse encontrar Jesus no meio daquele povo.
        A Comunidade Católica de Vida e Aliança Novo Ardor deve ser como o manto de Cristo, instrumento de cura, libertação e restauração para todos os homens, como meios pelos quais a graça de Cristo os alcança e como sinais visíveis os ajudam a encontrá-Lo.
        É-nos essencial agirmos sempre segundo o movimento do Espírito Santo em nós, em detrimento da falta de fé dos que nos acompanham, ou mesmo daqueles a quem servimos. Devemos ser testemunhas que tornam visíveis as evidências da autenticidade e realidade da fé evangélica, que alcança de Jesus tudo quanto lhe pede, particular e primordialmente em favor do outro. Cremos somente, sem temor, apesar de nossa razão muitas vezes nos mandar duvidar. Não damos ouvidos, mas misericórdia, àqueles que desacreditam de Deus que age em nós, ou não creem nessa ação misteriosa de Deus por meio da fragilidade humana.
        A misericórdia deve ser para os homens a face de Deus mais visível em nossas vidas, de Deus que olha para nós, pecadores, mesmo aos mais obstinados, e os considera sempre adormecidos, nunca mortos. Por nossa vida e, se necessário, por nossa voz, Deus diz a todos que a cada dia passam pelo alcance de nossa responsabilidade: “Desperta, tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará”[ Ef 5,14.]; e a nós outros diz: deem-nos de comer, deem-nos de meu Corpo e de meu Sangue, para que, agora despertos, permaneçam na luz, permaneçam na vida e, tendo-Me dentro de si, possuam a Vida Eterna[ Cf. Jo 6,56.].

       Ser no mundo instrumento de RESTAURAÇÃO da obra de Deus deformada pelo pecado espalhando NOVO ARDOR a todos os homens e o homem todo com sadia FORMAÇÃO na doutrina da Igreja.
        A forma como a salvação dos homens se realiza por meio de nossas vidas, pelo nosso carisma, é particularmente sublime. As palavras “a todos os homens e o homem todo” traduzem não somente a marca de Deus em nossas almas, mas também a vida do próprio Cristo em nós. Deus nos chama a ser instrumentos de restauração sendo operários lutadores na busca da vivificação do homem todo e de todos os homens.
      Nós da Comunidade Católica de Vida e Aliança Novo Ardor somos chamados, e mais do que isso, somos impulsionados a restaurar a face de Deus deformada pelo pecado em cada ser humano. De modo particular levamos o nome de Católicos, que não é somente sinal da fé que professamos, mas é também, e acima de tudo, característica da missão que realizamos, ou antes, que Cristo realiza em nós. Nossa missão é ser instrumento de restauração do Corpo de Cristo; nosso Carisma é uma das respostas de Deus ao mundo, e é também, de certa forma, um retorno às origens de nossa fé e uma recordação do fundamento da missão e obra de toda a Igreja de Cristo.

Conduzido pelo Espírito Santo, o Carisma é a interpretação do texto específico da Palavra de Deus, com um ou mais traços de Cristo, tornando-o visível na Igreja. Cada carisma vive Cristo por inteiro, mas é também especializado em um determinado aspecto Seu.

Instrumentos de Cura, Libertação e Restauração

A Comunidade Católica de Vida e Aliança Novo Ardor é chamada, e mais do que isso, é impulsionada a lutar pela restauração da face de Deus em cada ser humano. O Espírito Santo dá a algumas pessoas um carisma especial de cura[1] para manifestar a força da graça do ressuscitado. Isso não é condição imperativa para se ter o carisma Novo Ardor. Os membros da Comunidade têm a força de seu ministério na oração, porém, mesmo as orações mais intensas não conseguem obter a cura de todas as doenças. E, assim como São Paulo, a Comunidade teve de aprender do Senhor que lhe bastava a Sua graça, pois é na fraqueza que a força d’Ele manifesta todo o Seu poder[2], e que os sofrimentos que temos de suportar podem ter como sentido completar na própria carne o que falta às tribulações de Cristo por seu corpo, que é a Igreja[3]. Por ser o Espírito Santo a unção de Cristo, é Cristo, a Cabeça do Corpo, que o difunde em seus membros, para alimentá-los, curá-los, organizá-los em suas funções mútuas, vivificá-los, enviá-los a testemunhar, associá-los, à sua oferta ao Pai e à sua intercessão pelo mundo inteiro. É pelos sacramentos da Igreja que Cristo comunica aos membros de seu Corpo o seu Espírito Santo e Santificador[4]. “É por Ele (Cristo) que todo o corpo - coordenado e unido por conexões que estão ao seu dispor, trabalhando cada um conforme a atividade que lhe é própria - efetua esse crescimento, visando a sua plena edificação na caridade”[5].

É característica intrínseca daquele que possui o Carisma Novo Ardor ter uma abertura e atenção especial aos sofrimentos do outro, colocando-se como instrumento do Senhor para que Ele possa operar a cura e a libertação segundo Sua Santa Vontade e, assim, operar a restauração da imagem de Deus no homem, deformada pelo pecado. O Carisma atualiza a vida de Cristo na vida daqueles que com ele foram marcados, fazendo-os ter em si aquele maior amor que é capaz de dar a vida por seus amados[6], amor que em tudo supera suas capacidades e merecimentos particulares. Assim, a cura e a libertação daqueles que são alcançados pela ação do Carisma Novo Ardor acontecem mediante o sacrifício dos servos, que se oferecem voluntariamente como sacrifícios vivos, pela misericórdia do Senhor[7], que de todos sempre se compadece.

Até os Confins da Terra

As últimas palavras de Jesus no Evangelho de São marcos conferem à evangelização, de que o Senhor incumbe os apóstolos, uma universalidade sem fronteiras: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura”[8]. Alcançar todos os homens da terra não é uma missão trivial, superficial, que compreende apenas o anúncio da Palavra, mas esse empenho traz em si uma responsabilidade que coloca o consagrado numa íntima dependência da Santíssima Trindade, cujo poder os torna aptos a agir segundo sua vocação. Por suas palavras e ações são incapazes de levar a salvação àqueles a quem servem, na pessoa de Cristo, mas pelo poder da Trindade suas orações alcançam todos os povos, e suas ações tocam todas as gentes, direta ou indiretamente, pelo contato com os filhos de Deus e pelo testemunho que suas ações, em si mesmas, dão do próprio Cristo.

Integralmente

Temos de ter sempre presente que pessoa é uma unidade, uma totalidade. É verdade que ela é constituída de algumas dimensões, mas essas dimensões são interdependentes e estão em permanente comunicação, de modo que não é possível delimitar espaços para dizer onde termina um aspecto e começa outro. Por causa dessa unidade e por causa da interdependência entre as diversas dimensões, há uma constante interferência de um elemento no outro, de modo que uma coisa pode ajudar ou atrapalhar as outras. Olhando para a realidade das pessoas que vivem nessa época pós-moderna, chegamos à conclusão de que é preciso dar mais atenção a essa questão. Para assumir a castidade hoje, a pessoa tem de estar constituída, tem de ser um eu, capaz de se realizar com um Tu[9].

Nesse sentido, não se pode descuidar de alguma dimensão do homem e pretender que alcance a salvação assim, incompleto. O carisma Novo Ardor se desenvolve sempre nessa direção, desenvolvendo-se a partir da capacitação pessoal de cada portador desse carisma, de modo que as ações humanas deles alcancem na totalidade os destinatários da mensagem evangélica. Assim nos orienta o apóstolo Tiago no segundo capítulo de sua carta: “Se a um irmão ou a uma irmã faltarem roupas e o alimento cotidiano, e algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, mas não lhes der o necessário para o corpo, de que lhes aproveitará?”[10]. Essa realidade não fica restrita às necessidades materiais do homem, mas se refere também às dimensões mental, emocional, psicológica, interpessoal, afetiva e religiosa. De que serviria, então, educar alguém na sã doutrina sem dar-lhe a oportunidade de experimentar o Amor daquele que é a fonte de onde brota essa mesma doutrina, em quem ela encontra seu sentido e significado? De que serviria ensinar a alguém os valores cristãos e deixá-lo viver no isolamento, afastado da comunidade dos fiéis?

É evidente que não é possível realizar uma ação com tal abrangência em todas as situações, atividades e missões, mas cumpre preparar o terreno, fazer convergirem todos os esforços da Igreja como um todo nesse mesmo único objetivo, o de levar o homem à própria integração pessoal e a identificar-se como pessoa individual, segundo o exemplo deixado por Seu divino fundador.

[1] Cf. I Cor 12,9.28.30.

[2] Cf. II Cor 12,9.

[3] Cf. Cl 1,24.

[4] Cf. CIC 1508.739.

[5] Ef 4,16.

[6] Cf. Jo 15,14.

[7] Cf. Rm 12,1.

[8] Mc 16, 15.

[9] OLIVEIRA, p. 77

[10] Tg 2,15s.

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